terça-feira, julho 20

quem é que guia você?

foto: valencia, espanha

Tudo que foi aprendido aponta para as conquistas como algo dificultoso, de difícil acesso.
Mas Isso que você é - chamando de iluminação, para introdução -,
exige um desprendimento de todas essas estruturas.

A mente dirá, sem sombra de dúvidas, que é muito difícil.
E ela propõe que para perder todas as condições aprendidas -
que levaram um tempo imenso, ou pelo menos trinta, quarenta... setenta anos para serem adquiridos -, logicamente você precisará de um tempo relativo, para se desprender.
É muito lógico, mas não tem realidade nenhuma.

O desprendimento passa por Ver algo.
E Ver não é uma capacidade, não é um atributo desse “indivíduo”.
Esse farsante que se passa por você, não Vê.
Ele só é capaz de reagir através das estruturas aprendidas. Ele é cego.
E é por isso que parece tão difícil. Porque ele não Vê.

A proposta que eu trago é que você faça um breve balanço do seu viver e veja:
quem é que guia você? O que é que guia o seu dia a dia?
Eu arrisco dizer que existe uma grande possibilidade de que seja esse fornecedor de dificuldades.
Não é a sua verdadeira natureza que está lhe guiando.

Mas eu me pergunto: por que optar por tanta dificuldade,
se tanta facilidade está disponível ao alcance das suas mãos?

Não se assuste por mera ignorância,
por não se dar conta de algo inestimável que existe dentro de você.
Resgate, reconecte com Isso que tem todas as respostas.
Ou, melhor ainda, que aniquila todas as perguntas e nos deixa sem necessidade de respostas.

Você insiste em transformar o mistério, que é viver, em um problema.
Mas, veja! É apenas um mistério. Extremamente intenso e cheio de vitalidade.

É simples! Olhe para dentro!

segunda-feira, julho 19

VEJA!



No centro de tudo há um zero absoluto.
Não há perda nem ganho, de verdade.
É tudo uma grande brincadeira!

A mente nos torna cegos e não vemos isso.
Mas veja!
De que forma Jesus curava os cegos?
Eram pessoas cegas, mesmo? Não!
Eram pessoas que não estavam Vendo.
Ele, simplesmente, as convidava a Ver.

Ainda hoje acham que ele era uma espécie de "hospital ambulante" -
que andava curando pessoas que não andavam, que não enxergavam,
que estavam mortas...

Mortos estamos, quando estamos dormindo para quem somos.

Cegos somos, quando não estamos vendo quem realmente somos.

Pernetas somos, enquanto não sabemos quem somos.

No momento em que você vê quem você é, de verdade,
finalmente começa a andar com suas próprias pernas,
ver com seus próprios olhos e, inclusive,
pensar com a sua própria cabeça.
Você não mais pensa com a cabeça da sua mãe,
da sua vó, do seu tio, do seu professor... do seu terapeuta.

Satsang é um resgate daquilo que é original em você...
É um retorno ao Silêncio. Honre isso!

sexta-feira, julho 16

a humildade da criança é "não saber"


[Otávio Leal] Eu acho uma passagem muito significativa da mensagem de Jesus, onde ele diz: "portanto, aquele que se tornar humilde como uma criança, este será o maior no reino dos céus". O que significa isso para você?



[Satyaprem] Qual é a humildade que a criança contém? A humildade que a criança contém é não ter nenhuma sabedoria, não ter nenhum conhecimento. O mundo se apresenta como uma surpresa, e ela está num processo de maravilhamento. Tudo é maravilhoso, tudo é agradável. Ela acorda de manhã e brinca, a criança está disponível ao mundo, ela está aberta. Então, se tornar como uma criança de novo, ou ter a humildade da criança, é "não saber". Quer dizer, se o adulto consegue entender que todos os conceitos que estão na sua mente, são convencionados e não são verdade em si, ele se liberta dos conceitos e volta para casa - volta a ser criança novamente.


[Otávio Leal] Quando você faz essa pergunta, tão famosa entre os iluminados - “Quem é voce?” - a pista da resposta estaria em descobrir essa criança?


[Satyaprem] Sim, necessariamente. Você poderia usar o arquétipo da criança: a criança é não saber. A resposta a essa pergunta, então, é um "não saber". Em outras palavras: no momento em que você não sabe, você entra num processo de silenciamento, simplesmente permanece com o Silêncio e, eventualmente, se dá conta de que o Silêncio é a resposta.

 
 
Entrevista à Rádio Mundial

quinta-feira, julho 15

¡Vaya para dentro!


¿Cómo no mirar al otro con compasión si usted también tiene sus límites?
Aquí, nace una relación diferente.
Usted no exige más del otro algo que él no tenga condiciones de darle.
Usted no está aquí para completar al otro,
porque estar completo no viene de afuera para dentro, y sí: de dentro para fuera.
El énfasis está en: ¡Vaya para dentro!
Y en la medida en que usted va para dentro,
usted ve que las personas están atropellándose en esa ansiedad,
en esa angustia, en ese miedo, porque todo lo que ellas tienen está al lado de afuera.
Usted tiene que comenzar a ver eso en su día-a-día. ¡Comience ahora!
Este es un buen momento. En este instante: ¿quién es usted?
¿Para dónde mira usted al responder esta pregunta? ¡Mire para dentro!
Comience a entender lo que es “dentro”. Y, de dentro, no puede surgir ninguna respuesta,
a no ser Silencio, relajamiento y paz. Entre en eso, deshágase en eso...
Ya está aquí y ahora! Entonces, meditación,
no es una técnica o algo que tiene que ser hecho, es algo inherente,
que está dentro de usted. Basta mirar para dentro.

quarta-feira, julho 14

desconfie dos pensamentos!


Você pergunta como chegar ao aqui e agora... mas, eu pegunto: “Como chegar a um lugar onde você já está?” Este é um grande dilema. Você imagina que o aqui e agora não está acessível, que algo precisa ser feito, e, assim, se perde em seus pensamentos.


Se pudesse olhar com total sinceridade e honestidade para os pensamentos, para os desejos – que são pensamentos ocorrendo na sua mente –, como coisas sem importância com as quais não existe nenhuma necessidade de se incomodar ou fazer algo, o que lhe aconteceria?

Experimente!

Assim como um pensamento vem, vai. Ele não vem de lugar nenhum e some. Mas você tem um enorme apego: ou gosta do que pensa, ou não gosta do que pensa.

Você tem se devotado aos pensamentos, mas os pensamentos, em si, não têm o menor apego a você. Eles não são fiéis, não ficam com você para sempre. Ou há algum pensamento que o acompanha desde o seu nascimento? Não há. Mas você tem colocado toda a sua energia em ser fiel aos pensamentos, em resolver os problemas deles, em fazer o que eles disseram, ou em evitá-los como se fossem algo real.

Será que é preciso toda essa importância que você dá para os pensamentos, ou você pode desconfiar deles? O meu convite é que você desconfie de todos os pensamentos que tem. Todos! Não apenas dos pensamentos ditos negativos, mas dos positivos também.

terça-feira, julho 13

você não pode ter o Vazio


Satyaprem, o "Encontro com a Verdade" parece o fim da linha. Com o encontro parece que acaba, que se chega a um ponto final. Isso é um início, na verdade?


Satyaprem - Isso é um início, não é um ponto final. É o ponto final da Busca. Agora você não está buscando absolutamente mais nada. Agora você encontrou e a vida se desenrola de uma outra forma.

E esse encontro ele se dá de várias formas? Agora eu falo das linguagens. Tem a música, a poesia... etc e tal. Então, são várias formas, vários caminhos de acontecer o "Encontro com a Verdade"?

Satyaprem - É, pode-se dizer assim, mas na verdade não tem uma forma. O "Encontro com a Verdade" é o que estou chamando de Satsang. É uma forma de encontrar e discutir, por exemplo, qual é o conteúdo da sua mente e o que está dentro dela. Digamos que você preze algumas coisas na sua mente, essas coisas devem ser checadas, contra a realidade do momento. Se nesse momento essas coisas que você pensa, que você acredita, não têm fundamento, você, então, se rende ao momento e a esse Vazio que fica criado. Se eu tiro coisas de dentro de alguma coisa, eu vou tirando e vou ficando com a aquele espaço totalmente vazio. A busca de todas as pessoas que meditam é ficar cara a cara com o Vazio. E não só isso: se entregar ao Vazio. Mas as pessoas querem sempre permanecer um alguém e tornar o Vazio um objeto dentro da idéia de quem elas sejam. Ou seja, "Eu quero ter o Vazio". Mas você não pode ter o Vazio, o Vazio é que tem você, você ter o Vazio é impossível. Então o confronto, o "Encontro com a Verdade" cria, na verdade, a clara visão de que você não pode conter isso que é maior do que você, e você se rende a estar contido nisso que é maior do que você. Nessa rendição você se torna o Oceano. E, ao avesso, a gota que você era, a idéia que você tinha de separação é descabida, ela se desmancha.

 
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Entrevista à Rádio Universitária | Fortaleza/CE - Abril/2004

sexta-feira, julho 9

Agora não tem mente.


A Verdade é incrivelmente ordinária.
Incrivelmente comum.
Incrivelmente disponível!

Basta parar de fantasiar, parar de imaginar.

Se, em algum momento, você imagina que está entendendo alguma coisa,
você está apenas imaginando.
Mantenha-se calado!
Não tem nada acontecendo.

Isso é absolutamente impossível de ser compreendido com a mente.
Porque a mente jura que tem coisas acontecendo.
Mas, é somente ela que está acontecendo.

Olhe! Veja! Insista! Até que essa realização seja límpida.

A mente pensa que existe um 'você'.
E eu não quero que a mente pare de pensar que existe um 'você'.
Eu, simplesmente, quero que você veja que é a mente que está pensando que existe um 'você'.

Não precisa fazer nada com a sua mente.
Ela não é sua. Deixa-a!
Deixe-a fazer o que quiser. Não se envolva!
Não há nenhuma exigência em tornar a mente perfeita.
Essa exigência só pode vir da própria mente -
e é altamente falaciosa.

Se você tenta fazer qualquer coisa para mudar a sua mente,
está fazendo do ponto de vista da própria mente.
Porque, do ponto de vista da Observação,
Agora, não tem mente.

quinta-feira, julho 8

There is no way out!


Someone gave you the idea that you have to search for peace, and you believed. Even because, before they said that, they said that you were not in peace. And you again believed. Then, consequently, they told you to begin to look for it... And you started to look for the peace outside of you: if I eat certain kind of foods, if I practice some kind of exercises... I will find the peace. In a certain way you find peace. A relative peace. Until something happens: somebody steps in your foot, someone drops wine in your lap or hot coffee in your pants, somebody shouts at you, somebody contradicts you, someone does something unacceptable to you... And the peace that you had conquered is gone. And then, again you say to yourself: “I am not perfect, I need to grow better, I need to improve even more my discipline, I will meditate more. It was still not enough what I did. I need to do more.” And you look at yourself as an imperfect being, in need of perfection. Than you try to become more perfect. But how long? How long are you going to search for it this way? Will you achieve it? Isn’t there a lack of something in that way?

You think: "I will buy a brand new book. It seems that there has the key." And you go, buy the book and read it from the very beginning until the end, going back and forth several times because you forgot what has passed, then you read that same line again... and you go un to the next page... suddenly you find yourself in the middle of the page, and you don't remember what you read before. Then, you start all over again. You come to the end of the book and wonder: "Where is the key?"

There is only one place to look, and it begins with the question: Who are you? And believe me! You are not what you think you are. It doesn't matter how wonderful is the idea that you have about yourself, or how horrendous, or how terrible, or how mediocre. It is not a matter of adjective: the issue is the substantive. You cannot be an idea, because an idea can be repeated, and you are unrepeatable.


There is a tendency to look for in the wrong place. You have to notice something that cannot be noticed, because you are the one that notices. There is no way out! There’s nowhere to go. For this reason stop seeking! Stop!

quarta-feira, julho 7

Você está pronto para ficar vazio?

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Você está pronto para ficar vazio?

As metáforas a respeito do vazio, do esvaziamento, têm sido usadas durante muito tempo,
de maneiras que a mente possa entender.

Entre tantas, tem uma história muito bonita, de um monge muito pobre,
que estava em sua cabana na montanha até que chega um ladrão,
e diz: Me dê tudo o que você tem!
E o monge foi lhe dando tudo.

O ladrão, feliz com tudo que tinha roubado, quando estava saindo,
foi surpreendido pelo monge, que disse:
Espere! Tem o meu cobertor. Leve o meu cobertor...
O ladrão, sem entender, respondeu: Não! Eu não quero o seu cobertor.
Mas o monge insistiu: Por favor, leve. A noite está fria, você pode se resfriar.
Então o ladrão levou o cobertor.

O monge, sem nada, olhou pela janela e viu uma imensa lua no céu.
Olhando a lua, ele disse:
Que pena! Gostaria de ter dado essa lua para aquele ladrão.

Conta-se que o ladrão voltou e disse:
Eu roubando de um miserável... Estou me sentindo péssimo e você não está se sentindo mal.
Eu quero isso, é isso o que eu quero roubar de você.
O monge, então, respondeu: Isso, eu quero que você roube com prazer.

terça-feira, julho 6

você é liberdade


Ser livre é uma idéia de possibilidade no dualismo,
gerada pela mente.

Acordar é saber que você não é livre, você é liberdade.

De repente, é como se você pudesse atingir a linguagem do paradoxo e dizer que
"mesmo preso você é livre".

A liberdade não implica na situação em que você se encontra.
Está em como você se vê.
O compreensível para as pessoas, é pensar liberdade em contraposição à prisão.
Mas a verdadeira liberdade, que é essencial a todo ser humano, não tem oposto.
Nada pode prender você.

Aqui, a noção de ser livre, posto que não há nada que possa prendê-lo, desaparece.
E Acordar é ver que você é livre, independentemente da situação em que você se encontre.
Porque aquele que se encontra numa situação ou outra, não é você.

Você transcende todo esse aspecto sensorial, o aparente.
Aquilo que chamamos de sonho.
Você apenas está sonhando que é uma pessoa.
Está sonhando que está preso, assim como pode sonhar que está livre.

Mas quando você acorda, você sabe que não está livre nem preso.
E essa é a suprema liberdade, essa é a liberdade ulterior.
Não existe nenhuma relação no dual com ela.
Ela é transcendente e absoluta.

segunda-feira, julho 5

Be Now!


There is only one place to be, and this place is given to you naturally, as a gift.
It is absolutely the most relaxing place to Be. Be Now!
And see what you harvest from this "Being Now".

If you quiet down, you see that here and now, there is no mind.
And even if it comes up, as you are not feeding it, it disappears.
It's like as if the energy that were focused in one spot, is now unfocused.
Your body-mind has always one impulse, because it's nature is movement.
Still, mind doesn't exist. It knows that it vanishes when it's still.
Therefore, it feeds itself. Mind has always to do something.
It is body-mind's continual movement that maintains the idea that you have of yourself.
If you begin to quiet down, this idea is not refed any longer.
This idea begins to disappear and something new comes up:
you begin to realize you are not what you think you are.

You keep being who you think you are, only by remembering the past.
Your memory has a power and if you realize that,
you stop telling your story and stay in Silence.
So, the story of silence - which is not a story - starts to be told to you.
Now you look at the Now. And in this, borns out a "new You".

sexta-feira, julho 2

iluminação não é uma conquista


Todos nós precisamos de tempo, aprendizagem, dedicação e,
provavelmente, uma boa dose de talento,
de identificação com o que quer que seja que se queira fazer.

Existe, portanto, um empreendimento no nosso subconsciente, no inconsciente,
de que tudo leva muito tempo e depende de um acúmulo de conhecimento, de informação.

E não só isso.
Está agregado a esse material, uma palavra que é muito usada por você: “difícil”.

Então, aqui, a minha proposta, na sua simplicidade,
entra em conflito primariamente com o fato de que
você não está preparado culturalmente para aceitar o fácil como algo de valor.
Você só aceita o difícil.

Quanto mais complexo o relacionamento, mais intenso.
Quanto mais complexo e difícil o empreendimento, mais interessante.
A mente tem adoração pelo complexo.
E a partir disso, iluminação também se apresenta como uma espécie de cocar,
como uma espécie de cinco estrelas nos ombros,
algo anormal, superior, extremamente complexo e raramente conquistado.

Está tudo errado! Iluminação não é uma conquista.

A Iluminação não pode ser conquistada,
porque o conquistador precisa se render para que Ela aconteça.

quinta-feira, julho 1

O Buda está aqui


Este é o significado de Satsang.
Satsang é a Comunhão com a Verdade.
Essa comunhão não é de pessoas para com a Verdade.
É da Verdade para com Ela mesma.
Aqui, a Verdade fica transparente
e você nota que a Verdade é sua, sendo transmitida.

O Buda está aqui e agora,
mas ele não tem a face que você imagina que ele tenha.
Eu sei que é árduo confrontar a sua imaginação.
As comparações são muitas e você se guia por comparações.
Mas Aquilo que você é, é incomparável.

O meu convite é simples:
se tem algo que você acha que vai lhe trazer Paz,
vá ao encontro dele à jato.
Não prorrogue! Não perca tempo!

terça-feira, junho 29

¡La Consciencia trasciende el cuerpo!


La gente queda esperando aquel libro que vendrá con aquella palabra clave que yo voy a entender en totalidad, mas no tiene nada que entender en totalidad. ¿Cuántos libros usted ya compró y ya tiró en el estante de su casa? Y usted los lee sin comprenderlos, porque no tienen palabras que puedan trasmitir eso directamente. Ellas pueden a penas apuntar. Lo que cuenta es su capacidad de “entender” lo simple, y de nuevo, no es entender. Es su naturaleza no hay necesidad de hacer nada, es saber cosas básicas.




Es de la naturaleza de la mente dudar, dudar que yo pueda saber, dudar que pueda ser tan simple. Dé la bienvenida a las dudas, ¡dude! Mire en la dirección cierta y vea que la duda es irrelevante. Tiene libros que dicen que sucedió esto, que sucedió aquello. Sucedió esto y aquello y aquel otro para aquella persona, para aquel cuerpo-mente, para aquel mecanismo. Quien sabe para usted es diferente. Una cosa trasciende esas diferencias periféricas, ¿Qué es?


Nosotros, normalmente, visitamos el mundo a través de lo que la gente piensa de él. Nosotros vemos las cosas siempre con un filtro. La gente da nombres a todo: árboles, animales… Tienen una cosa, de tal manera, que no tiene nombre, y si usted ve esa cosa, usted no la reconoce, porque ella no es reconocible. Y esa cosa, definitivamente, no es parte de su experiencia pretérita. Ella es una cosa siempre nueva porque ella vive en el aquí y ahora y en el aquí y ahora es donde ella habita.


¡La Consciencia trasciende el cuerpo!

segunda-feira, junho 28

não tem como saber


A vontade de saber deve ser colocada de lado,
junto com os sapatos que você tira.
Sente-se aqui e não entenda nada do que eu estou dizendo,
e tão pouco se interesse em entender.
Simplesmente ouça as palavras saindo da minha boca,
como se fossem sons de uma lingua distante,
que não importam de forma alguma.
A voz e as palavras tornam-se um plano de fundo
e apenas uma coisa fica em primeiro plano:
Aquilo que observa.

Apenas se desmanche no aqui e agora.

Você é Aquilo que não tem como saber ou conter.

sábado, junho 26

não tem nada acontecendo


Pare! Não tem nada acontecendo.
Se você insiste, você permanece buscando uma solução para um problema que não existe.
Eu sei que você pode provar que o problema existe. Mas só pra sua mente.
Cada vez que você diz: "Eu tenho um problema",
você está fazendo vista-grossa, porque você está referenciando o "você" como objeto observável
em condicões climáticas não favoráveis à sua vontade, ao seu ego.
E isso é negar Aquilo que você é.
Terminantemente.
Você está sendo convidado em Satsang a ver a Verdade
e a Verdade começa a ser vista quando tudo aquilo que você acreditava
é visto como ilusório, como gerador de inferno.
 
 
****
 
 
Stop! There is nothing happening.
If you insist, you keep searching a solution for a problem that doesn’t exist.
I know that you can prove that the problem exists. But just for your mind.
Each time you say: “I have a problem”, you are overlooking because you are referring to “you” as an object that is watchable [being watched] in non-favorable conditions to your will and to your ego.
And that is to deny That that you are.
Categorically.
In Satsang you are invited to see the Truth and the Truth is seen when everything you used to believe is realized to be an illusion, to be the cause of hell.


****


Pare! No hay nada ocurriendo.
Si tú insistes, permaneces buscando una solución para un problema que no existe.
Yo sé que puedes probar que el problema existe. Pero, solo para tu mente.
Cada vez que tu dices: "Yo tengo un problema",
estás ignorando la realidad, porque estás referenciando a "ti" como un objeto observable
en condiciones climáticas contrárias (no favorables) a tu voluntad, a tu ego.
Y eso es negar Aquello que eres.
Categoricamente.
Tú estás siendo invitado en "Satsang" a mirar a la "Verdad"
y la "Verdad" empieza a ser vista cuando todo aquello que creías
es visto como ilusorio, como generador de infierno.

sexta-feira, junho 25

o gesto mais sublime


Se você se furtar de qualquer pensamento nesse instante
e, simplesmente, "sentir" a Presença que é você -
indescritível, inencontrável, informal -
você nota que começa a emanar uma intimidade
que transcende a forma,
uma intimidade que tem uma carga amorosa.
E se você tiver coragem de absorvê-la,
ela faz com que o trajeto do "auto-conhecimento"
se torne cada vez mais palpável, mais poderoso.
É como se você começasse a sentir
como é bom ser o que você é -
embora você não saiba o que Isso seja.

Veja se existe em seu coração
o desejo de ir ao encontro daquilo que é
absolutamente verdade incondicional.

Veja se você pode colocar de lado
todo o mundo de afazeres e quereres,
que existe diretamente ligado à idéia
de quem você é.

Este convite é posto porque essa investigação
deve se tornar o gesto mais sublime
que um ser humano pode fazer.

quinta-feira, junho 24

espiritualidade verdadeira


Se a espiritualidade não for o seu objetivo,
ela apresenta-se apenas como superstição.
E isso subentende um ego, uma divergência,
uma diferença.

Uma espiritualidade madura e verdadeira,
remove completamente a diferença -
aquele que você pensa que é some
e fica AQUILO que você é.

Existe apenas a necessidade de confirmar
Isso que você é.

Teste cada noção que você traz a respeito de si mesmo,
ainda que ela seja a mais sublime.

Se você está buscando conforto ou companhia,
saiba que existe ainda a idéia de que você seja alguém.
Se você se move diretamente para a sua natureza original,
as idéias de conforto e companhia não são mais primordiais,
se tornam secudárias - pode acontecer ou não -,
porque isso não modifica QUEM VOCÊ É.

Você pode estar com alguém,
mas é preciso olhar para as condições que o levaram
a  estar com esse alguém e como você mantém isso.

Se você está com alguém e está consigo mesmo,
você descobrirá que, em realidade, você não está com alguém -
você está com VOCÊ.
E se esse alguém não está com você, e sim, com ele mesmo,
vocês irão se encontrar no objetivo da Verdade,
naquilo que é exatamente presente e idêntico em cada um de nós.

quarta-feira, junho 23

idéias não nos servem...


Tudo o que você pensa que é, decorre de uma experiência que já passou.

Você está sempre acessando um gravador - o qual chamamos de "mente" -,
para remeter-se a esse "eu-pensado", dadas experiências passadas.

Satsang propõe que deixemos de lado tudo aquilo que passou
e entremos em contato com aquilo que está presente
absolutamente AQUI e AGORA.

E isso significa, inclusive, que qualquer idéia que você possa acessar
a respeito do "aqui e agora",
não é o "aqui e agora", necessariamente.

São apenas idéias transportadas do passado,
são apenas traduções daquilo que Satsang de fato seja..
e isso não nos serve.

Satsang é um confronto com os conceitos que habitam a sua mente.
E o conceito primordial a ser investigado é o conceito do "eu".
Antes de estar com sede, com fome, iluminado, obscuro ou iludido...
há um "eu".
Você diz: "Eu estou com fome".
E eu pergunto: Quem está com fome?
Esse "eu" que está sentado aí é você mesmo?
Você morreria por essa afirmação?

Muitos morrem por essa afirmação.
E ao morrer por esta afirmação,
eles morrem para quem verdadeiramente são.

Se você tem dúvidas a respeito de que "isso" sentado aí seja você,
você está trilhando o caminho do "auto-conhecimento",
você começou a duvidar do que a humanidade tem dito
através de seus pais, escolas, terapeutas, professores e gurus, inclusive.

Para entrar em Satsang, você precisa estar em completa dúvida.
Porque em Satsang não será encontrado um "você",
tal qual você se pensa.

Aliás,
em Satsang, você se torna "in-encontrável".

terça-feira, junho 22

You are Silence



There is much more in life than the words can contain.


If you can see what is beyond of what your mind knows, this is enough-the seed is planted.

You want experiment the absence of thoughts, the absence of emotions.

But, where do you search for this experience?

Stop! Remain in silence, now, and see what is the thought, hant is the emotion.

Stop everything for one second…This is the seed of everything.

If in this moment you observe that there is no emotion and no thought, there is the possibility that you see this as precious and abysmal.

It is not in any other place, it is here. It is always here!



Always when there is someone available to be away of thoughts, to be away of emotions, to be away of itself, the HERE is open.

Do not save it as a memory, do not have a memory of here.

Recognize the precious possibility of being present forever.

This moment is eternal! It is mathematic: if this moment is eternal, if this moment is not measurable, it doesn’t end.



When the thoughts begin, there is a demand that you are more accurate, so that you see that even if the thoughts are there, the silence is permanent.

It just seems (to the unadvised ones) that the Silence disappeared, but it is not true. Is because of the Silence that there is the possibility of noise.

If there wasn’t Silence, there wouldn’t be noise. The Silence is the source of everything- from where everything comes from and to where everything goes.

Who are you? Are you the noise?

If I say that I am Satyaprem….Satyaprem is the noise.

If I say that I am the body….The body is the noise in the conscioness that I AM.



The equation is mathematic and simple. If you look outside you are a body.

If you look outside, in emotional terms, you are a sensation defined by the circumstances.

If you look to your mind, you are a memory reflected in your experience.

But if you look inside, you are Silence.

And you can not run away from this, doesn’t matter how much you try.

Sooner or later you have to accommodate on that - you accept this and wash your hands.

The others go and you stay.


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domingo, junho 20

Desleia a si mesmo!


[Satyaprem pega um livro e pergunta para alguém que está em Satsang pela primeira vez...]


Satya: O que é isso aqui?
Participante: Um livro.

Satya: Quem foi que te disse?

Participante: As convenções.

Satya: Mas eu quero saber o que é isso, além das convenções!

Participante: É um objeto tocável.

Satya: E quem foi que te disse que isso é um objeto tocável?
Participante: Assim me foi ensinado.

Satya: Então, além do que lhe foi ensinado, o que é isso?

Participante: Uma matéria inerte.

Satya: E quem foi te disse que isso é uma matéria inerte?

Participante: ...

Satya: Yes! É isso mesmo!

Qualquer que seja a elaboração que você tenha, ela vem do passado, é algo que você ouviu, é algo que alguém lhe disse e que você acredita piamente.
A verdade é que você não sabe nada desse objeto (permita-me chamar de objeto, só para nos entendermos).
Tudo o que você sabe é o que você aprendeu. E você vive exatamente neste limbo, sonambúlico, onde se diz: "Eu aprendi!"
Mas tudo o que você aprendeu é de terceira, quarta... quinta-mão.
É muito raro que alguém se disponha a descobrir o que são as coisas, por si mesmo.

Isso me lembra um poema do Manuel de Barros, em que o avô dele estava lendo um livro e o livro estava de cabeça para baixo...
O avô dele era meio cego e estava olhando para o livro daquela maneira. Manuel de Barros, um menino, na época, disse:
- Vovô, o que você está fazendo? Seu livro está de cabeça para baixo.
Ao que o avô respondeu:
- É que eu o estou deslendo.


Satsang propõe que você desleia a si mesmo. Desleia o mundo!
Em tempo presente, todas as coisas só podem ser acessíveis, se acessadas diretamente, objetivamente...Silenciosamente.
Veja! Quando é que você encontra um objeto (aqui estou falando do objeto chamado 'ser humano') silenciosamente? A maior parte do tempo você já encontra esse objeto com prejuízo. Digo: pré-juizo, com hífen. Eu não sei se está correto de acordo com nossa nova ortografia. Mas eu quero dizer assim mesmo: pré-juizo. Algo sobre o qual você já tem uma idéia. O que normalmente se sobrepõe, pela surdez e insensibilidade (comum à grande maioria), à possibilidade de você ter acesso total àquele objeto em sua pureza.


Trecho de Satsang com Satyaprem na Leelahouse, 14/janeiro/2009.

sexta-feira, junho 18

USTED no piensa


Usted piensa que piensa, porque piensa que es aquel que piensa, pero USTED no piensa. Entonces convide a sus pensamientos a quedarse.

¿Por qué usted pelea con sus pensamientos?
Ellos no son suyos, ellos son sólo pensamientos, como los sonidos de los autos que pasan,
como los sonidos de las voces... Y todo eso es periférico a usted.
Imagínese que para que usted pudiera encontrar la paz,
necesitara que todos los autos pararan, que todas las voces se callaran,
que todas las lluvias no llovieran, que todos los días calurosos no fueran días calurosos,
que todos los días fríos no fueran fríos,
y que los dolores de estómago no fueran dolores de estómago...
Así, usted tendría una posibilidad ínfima de realizar su paz interior.
Yo creo que pensando así, usted está en el camino equivocado,
todavía está mirando para fuera.

Probablemente, usted intentó parar los pensamientos.
Ya intentó parar los autos y ya pensó tener una casa en una colina para encontrar la paz.
Sin embargo, cuando usted fue para allá, no había paz, tampoco.
Si había, era temporalmente. Entonces, hay algo que está equivocado en esa búsqueda.
Todavía me arriesgaría a decir que es la misma búsqueda la que está equivocada.


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quarta-feira, junho 16

não pode ser perdido nem adquirido


Às vezes você pensa um "grande pensamento" e gostaria que ele permanecesse,
mas qual é a diferença entre um "grande pensamento", um "pensamento pequeno"
e um "mau pensamento"?

A única diferença é que você pensa que um "grande pensamento" é um "grande pensamento"
e que um "pequeno pensamento" é um "pequeno pensamento".
Mas isso também é um pensamento.
E todos esses pensamentos passam, assim como passam as sensações -
tanto as de bem-estar quanto as de mal-estar, inclusive.

A Paz que você busca, repousa na Consciência que você é.
Ela não está nos pensamentos nem nas sensações que você tem.
Essa sabedoria tem que ser transparente em você.

Distinga, veja com clareza: aquilo que você é, não pode ser perdido nem adquirido.
E não tem nada a ver com seus pensamentos,
com os seus sentimentos ou com qualquer coisa que você faça.
Não depende de nenhum fazer...

Se existe a idéia de algo ou alguém que irá remover ou entregar a Paz que você está buscando,
você está transferindo, prorrogando... Você está se iludindo.

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segunda-feira, junho 14

consciencia é a inexistencia da ideia

Mula Nasrudin estava caminhando, olhando pra si mesmo, para o seu botão, para o seu umbigo, para o seu ego e ele passou perto de um poço. Quando ele olhou lá pra dentro, ele viu a lua dentro do poço e disse: "Meu Deus! Preciso Salvá-la." Aí, ele pegou uma corda, jogou lá pra baixo e disse assim: "Segura firme que eu vou te salvar". Ele jogou a corda e ela trancou num negócio e ele ficou puxando. "Que pesada a lua"! Ele pôs toda a força do mundo. Daí, de repente, a corda escapou e ele caiu de costas no chão e viu a lua lá em cima, no céu. E ele disse: "Pôxa! Imagina se eu não estivesse passando. Imagina! Tu não estarias salva"... 

Essa é a ilusão do ego. Não tinha lua nenhuma lá dentro. É pura ilusão. Acorde! Não precisa salvar nada. A lua está salva. Você está salvo. Você já está muito bem onde você se encontra, mas você está procurando no lugar errado. E você procura no lugar errado porque existe uma idéia de que você esteja em algum lugar ou que algo deve acontecer. Que algo é esse? Você tem de averiguar na sua mente: que algo é esse. Veja se esse algo que você mantém como o que tem de acontecer ou esse lugar onde se tem de chegar não é um objeto sagrado pra você. "Não, isso aqui é dogma. Eu não posso tocar nisso. Isso aqui, sorry Satyaprem, mas nisso eu não vou tocar. Que tem explosão tem, eu li." Então você é dogmático. Você está apegado a uma idéia e, enquanto você estiver apegado a qualquer idéia, você não pode ficar aqui, porque aqui não cabe nenhuma idéia. As idéias só existem no passado e no futuro. No presente não existe idéia. Existe apenas a inexistência da idéia. Existe apenas Consciência. Idéia não é. A idéia depende da sua mente. Consciência não depende da sua mente. O seu ego depende da construção da sua mente. A sua Consciência, quem verdadeiramente você é, seu Ser, não depende de construção nenhuma; mora fora do tempo. Sua Consciência está aqui-agora, caso você faça vista-grossa, ou não. Você faz vista-grossa quando você descreve a si mesmo não como Consciência, mas como história. Você tem de ir para o passado para falar de você mas você não existe no passado, quem você verdadeiramente É, É Aqui.

domingo, junho 13

o dentro guia, o fora desvia



Existe aqui uma completa oposição a tudo que foi aprendido. E veja, se tudo que foi aprendido aponta para as conquistas como algo dificultoso, de difícil acesso, eu te digo: isso que você é, chamando de iluminação, para introdução, exige de você um desprendimento de todas essas estruturas. 
A mente dirá, sem sombra de dúvida: é muito difícil. 
Ela provavelmente, ou você , provavelmente, já pensou que, na medida que você tem que perder todas as condições aprendidas e elas levaram um tempo imenso, ou pelo menos, trinta, quarenta anos, setenta anos para adquiri-los, logicamente você precisará talvez, de um tempo relativo, para que você se desprenda. É muito lógico, mas não tem realidade nenhuma. 
O desprendimento passa por ver algo e aqui entra uma coisa nova: Ver não é uma capacidade, não é um atributo desse “indivíduo”, desse farsante que vive em você. Ele não vê, ele só é capaz de reagir através das estruturas aprendidas. 
Simplesmente ele não Vê, ele é cego. 
É por isso que é tão difícil de verdade, porque ele não vê. A proposta que eu trago é que você faça um pequeno, breve balanço do seu viver e veja: quem é que guia você? Quem é que guia você no seu dia a dia, existe uma grande possibilidade, eu arrisco dizer, que você seja esse fornecedor de dificuldade. Não é a sua verdadeira natureza que guia você. Agora por que alguém optaria por tanta dificuldade, se tanta facilidade está disponível ao alcance das mãos? Eu vou usar uma palavra, não se assuste: por mera ignorância. 
Por não se dar conta de algo inestimável que existe ao alcance de suas mãos. 
Onde? Bem dentro de você. 
Então a minha proposta é que você resgate, reconecte  Isso que tem todas as respostas , ou melhor ainda, é aquele que aniquila todas as perguntas. E deixa você sem necessidade de respostas. Porque ele transforma esse mistério que é viver não num problema, revela  um mistério extremamente intenso e cheio de vitalidade. Como eu faço isso?  
O SIMPLES: OLHA PARA DENTRO!   

sexta-feira, junho 11

opening a pizzeria

master, i realize there is nobody, 
nowhere to go, 
nothing do... 

what shall i do now?

- sit down, shut the fuck up and listen!



mestre, me dou conta que nao tem ninguem, 
nenhum lugar para ir, 
nada para fazer...
o que devo fazer agora?
- senta, cala a boca e ouve!

terça-feira, junho 8

você, o incenso e a fumaça do buda


O Mestre sempre vai estar no seu caminho. Até que você queira ir a lugar nenhum. Enquanto você quiser ir a algum lugar, ele estará no seu caminho, ele é um empecilho, um obstáculo. Ele é o obstáculo que você precisa para ver que todos os seus desejos estão lhe levando ao lugar errado. Entender essas coisas é muito difícil para a mente, porque a mente não concebe como é que ela não pode satisfazer seus próprios desejos. Qualquer um que atravesse o caminho de sua mente é seu inimigo. Eventualmente, ele precisa ser aniquilado, porque você tem que ter sucesso, porque você tem que chegar a sua meta.

O Osho diz: "Mestre é exatamente aquele que interfere nisto, porque ele sabe onde você está indo. Você não está indo a lugar nenhum. Você está indo para o lugar errado. Você está querendo chegar a algum lugar". O grande descanso, a grande descoberta, é que você não vá a lugar nenhum.

É óbvio que o Mestre está pronto para morrer, mas com uma condição: você tem que morrer primeiro. É um diálogo muito sutil, é um diálogo muito delicado, é um diálogo que pede uma dose de amor muito grande, porque sacrifícios terão que ser feitos. Eventualmente, você tem que sacrificar toda noção que você tem de você mesmo. Até que não haja nem ir, nem vir. Todos têm objetivos. Só há um lugar em você onde não existe nenhum objetivo. Os seus objetivos estão sempre em função de uma satisfação, nunca no tempo presente. Se a sua meta de satisfação estivesse no tempo presente, você estaria satisfeito, porque você já está no tempo presente.

Seguir os propósitos, as metas, que a sua mente propõe é suicídio. E, às avessas, seguir as metas que o Mestre propõe também é suicídio. Mas, nesse caso, o suicídio é da sua mente. Seguir as metas que a sua mente propõe, é suicídio do Ser. Pode que você não tenha outra chance. A única coisa é: fique quieto. Todos os argumentos, todas as lógicas tecidas pela sua mente são apenas para prorrogar o seu despertar e perpetuar a sua sonolência. É um privilégio caminhar com alguém que pode conversar com você, se você estiver pronto para conversar com ele a respeito das possibilidades de estar indo para o caminho errado.

Não mate o Buda antes que você morra! E tem uma coisa mágica: no momento em que você morre, o Buda desaparece. Se o Buda ainda está aparecendo é porque você está vivo - este é um sintoma. E é até um bom sintoma, porque enquanto o Buda estiver presente, existe ainda uma possibilidade de você acordar, mas se o Buda desaparecer é porque você desapareceu. 

terça-feira, junho 1

deixe o céu azul cair sobre você



Um monge chegou para o mestre e perguntou: “Mestre, poderia um cipreste realizar o Buda?” O mestre disse que sim. “E quando isso vai acontecer?” – continuou o monge, olhando para o cipreste. “Quando o céu cair em cima dele” – revelou o mestre. “E quando o céu vai cair em cima dele?” – perguntou o jovem, curioso. O mestre respondeu: “Quando ele realizar a essência do Buda”.

O paradigma das religiões antigas está em frangalhos, é hora de dar um chute nele. Não precisamos de um líder. Precisamos ajudar, quem está agonizando, a morrer. Tenha compaixão e deixe-o morrer em paz. Não traga à tona toda a memória do passado para reformular o velho.

domingo, maio 30

pensando e nao-pensando aqui e agora


Para a sua mente existir, para o ego existir, para pensar a si mesmo, você precisa de tempo. Para o seu corpo existir, ele precisa de espaço. Mas o Osho também falou: “Você não é o seu corpo, você não é a sua mente”. E eis que surge aquela pergunta fundamental: “Quem sou eu, então?” Acredito que você já tenha feito essa pergunta, mas certamente não a fez com energia suficiente para que seja respondida. Você pergunta: “Quem sou eu?” – e diz: “Li num livro que sou etéreo, que sou energia”. Mas isso é o que você leu num livro, não serve.

Como corolário dessa elucidação, da nossa não existência no aqui e agora, é possível entender por que  Buddha chamava o “Ser” de “não ser”. Ou seja, para descrever quem você verdadeiramente é, ao invés de dizer “você é”, eles diziam “você não é”.

A segunda consequência deste entendimento é: não tem nada que aconteça fora do aqui e agora. Inclusive o passado e o futuro acontecem aqui e agora. Porém, o que você entende quando é dito que precisamos parar de pensar para ficarmos aqui e agora?

Quero que você tome um minuto do seu precioso tempo para pensar no que quer que seja, e me diga: onde é que você está pensando, onde este pensamento está acontecendo?

Tudo o que existe é aqui e agora, indiscutivelmente. Então, se você pensa a respeito do passado, onde ocorre esse pensamento? Esse pensamento também acontece aqui e agora. O que quer que seja que aconteça, acontece aqui e agora. Da mesma forma, se pensa no futuro, onde você está pensando?

Portanto, não importa se está pensando no passado ou no futuro: você está aqui e agora, não está indo a lugar nenhum. Qual é o seu engano? Onde está o mal-entendido? Você acredita que, quando pensa no passado, vai para o passado, mas você não vai a lugar nenhum. Você pensa que vai, mas não vai, você fica. Você está aqui e agora. Tudo o que acontece, acontece aqui e agora. Todos os pensamentos, todos os sentimentos... tudo acontece aqui e agora. Não importa o que faça, você não consegue sair do aqui e agora, você nunca esteve em nenhum outro lugar que não seja aqui e agora.

sexta-feira, maio 28

Amor pelo Amor


Pode alguém que se dedique a amar o Amor, a amar o Ser, entrar "em parafuso"?
Existe um mal entendido, um profundo mal entendido.
E esse mal entendido corrompe a possibilidade do verdadeiro Amor
porque ele nos mantém separados.

O verdadeiro amor não tem amante.
Não tem amados,
porque todo amor é amor por si mesmo, pelo Ser...

Amor pelo Amor.

O Amor está apaixonado pelo Amor,
o Amor está amando o Amor no outro - que não existe -,
que é amor, que é ele mesmo.

Se você realmente quer amar, ame o supremo Ser agora.
Ame a suprema Verdade, agora.
E esse amor é profundamente libertador, esse amor é liberdade.

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quarta-feira, maio 26

acordar é vital



[Jornal Em Aquarius] Satyaprem, O que significa "invocar o despertar das pessoas para sua natureza original"? Como saber que estamos vivendo de acordo com nossa natureza original?


Sim, a natureza original, aquilo que não pode ser visto, experienciado, descrito. Assim, responder sua pergunta, torna-se uma aparente impossibilidade. Entremos, portanto, com carinho. A nossa natureza original oblitera a noção de eu, presente através de um pensar constante. Logo o "saber que estamos vivendo de acordo com nossa natureza original" já não tem significância, significa que já não existe "eu" para saber se estamos vivendo ou não de acordo com nossa natureza original. Ou seja, só há a natureza original vivendo, sendo, já não existe separação entre isso e aquilo. Poder-se-ia dizer que há pacificação, silenciosidade, observação. É quando não existe mais nenhuma dúvida, por não haver o sujeito que duvida, como imagem mental, por não haver nenhuma outra maneira de viver a não ser de acordo com nossa natureza original. Qualquer outra coisa é um sonho, uma ilusão, é estar morto em vida. Acordar é vital.


Setembro, 2009

Entrevista completa no site: http://www.satyaprem.com/

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terça-feira, maio 25

sem imaginar


Você já é um Buda, apenas precisa relembrar.
Todo o problema é o mal-entendido.
Vemos tudo através das condições que nos deram.
Vemos as coisas através do nosso condicionamento,
através de um filtro.
Esse filtro precisa ser removido.
É um filtro que não tem um aspecto físico,
trata-se de um aspecto subjetivo.
É apenas um condicionamento na mente,
que nos diz como as coisas são.

A mente é a faculdade do imaginado.
Quantas coisas nós imaginamos!
É tudo imaginação - imagem em ação.

O convite é ficar em silêncio,
sem imaginar nada.
Veja o que aparece nisso.


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segunda-feira, maio 24

não existe ninguém chamado "eu"


Se você se apega aos sentidos, existe separação.
Se você olha com a sua alma, não tem separação.
Não existe separação.
Separação é uma noção nascida da ignorância da realidade -
chamamos isso de "Karma".
Karma é a limitação da forma no mundo,
a limitação e a expressão.
Viver o seu Karma é aceitar as coisas como são.

Você tende a "cair em tentação" e ficar preso na ilusão de Sansara, do mundo.
Inconscientemente, decide ir contra os designos divinos,
querendo ser o que você não é.
Sim, você pode fazer isso.
Mas dor é o que resulta disso.
Não tem como você ser o que você não é.
Você só pode ser o que é.
Encontrar o divino em si mesmo, resulta na sua liberação.
Você tem que nascer para a Verdade, em você.

Quem é você?
Você tem tamanho? Forma? Nome?
Você nasceu em algum lugar?
Veja! Isso tem que ser olhado com olhos nus,
com o coração aberto, em vunerabilidade...
sem nenhuma pré-concepção.
Todas as concepções não servem. Jogue-as de lado!

Olha de frente e veja.
Você está fadado a ver aquilo que todos os budas viram,
não existe ninguém chamado "eu" em lugar nenhum -
a não ser quando você pensa.
Mas pensar não é saber. Pensar não é ser. Pensar é pensar.
O que existe na mente, não existe em lugar nenhum, a não ser na mente.

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domingo, maio 23

the seed of everything


There is much more in life than the words can contain.
If you can see what is beyond of what your mind knows,
this is enough, the seed is planted.
You want experiment the absence of thoughts, the absence of emotions.
But, where do you search for this experience?
Stop! Remain in silence, now, and see what is the thought, what is the emotion.
Stop everything for one second. This is the seed of everything.
If in this moment you observe that there is no emotion and no thought,
there is the possibility that you see this as precious and abysmal.
It is not in any other place, it is here. It is always here!

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sábado, maio 22

Face a face com o Vazio


Há um ponto de maturidade
em que você nota
que meditação é estar
face a face com o Vazio,
com a vacuidade.

Sem nenhuma perspectiva,
sem nenhuma pergunta,
sem nenhuma resposta,
sem nada,
simplesmente você se remove.

O mundo é cheio de problemas.
"Existem muitos problemas a serem resolvidos..."
Mas o meu convite,
aqui,
eu reitero, é: retire-se!

Não importa o que você pense,
não importa o que os outros pensam...
não importa!
O convite é simplesmente SER.

Olhe para dentro!
Não perca tempo com aquilo que é visível,
que é perceptivel aos olhos.

sexta-feira, maio 21

Tao


Quando falamos em limites ficamos presos às coisas delimitadas.
O limite do ilimitado se chama plenitude.
O ilimitado do ilimitado é chamado de vazio.
O Tao é a ponte entre ambos, mas não é - em si - nem plenitude, nem vazio.
O Tao produz tanto a renovação quanto o desgaste.
Mas a maioria das pessoas entaladas no cartesianismo só querem o Tao como renovação,
e não como desgaste.
Isso é impróprio, irreal.

O Tao não é nem a renovação, nem o desgaste. Embora a renovação e o desgaste apareçam nele.
O Tao produz o Ser e o não-ser, mas não é nem um, nem outro.
O Tao congrega e destrói, mas não é nem a totalidade, nem o vácuo.
Tem pessoas que dizem: "Se a Consciência é tudo, então esse corpo também é Consciência".
E eu digo: sim, é, mas não é.

Eu não entendo Chuang Tsu.
Chuang Tsu sou eu.
Isso é Tao.

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quinta-feira, maio 20

Não existe pecado


Participante: O que qualifica o sentimento bom? Ou o sentimento bom é só mais uma convenção?

Satyaprem: Convenções. Por exemplo: se você for visitar um amigo em Bagé, de onde eu venho, ele vai lhe oferecer algo para comer e algo para beber. Mas se você for visitar um esquimó, ele vai lhe oferecer a esposa dele. Isso do nosso ponto de vista é ruim, mas do ponto de vista deles é aceitável.

O bem e o mal são totalmente convencionados.

Participante: Então não existe pecado?

Nem acima do Equador, nem abaixo. Não existe pecado. Pecado, na verdade, é uma estratégia dos poderosos para controlar você, para que você se submeta. Se você pode observar que dentro desse mecanismo (que não é você) existe um condicionamento, o que você precisa fazer a respeito disso?
Você precisa se destacar dele ou você já está destacado dele? Quem é você?
Veja bem: a idéia que nós temos de que precisamos nos libertar dos nossos condicionamentos para ser "quem nós somos" é falaciosa.
E sabe por que você nunca vai se livrar dos seus condicionamentos? Porque você não é os seus condicionamentos. Você só precisa ver que eles não são seus.
Isso quer dizer: deixe-os continuarem fazendo o papel deles, é apenas um papel.
Quem está preso aos condicionamentos?


Participante: A mente e o corpo.


Satyaprem: E quem não estaria preso aos condicionamentos?


Participante: O ego, o corpo e a mente.


Satyaprem: E quem é você?

Trecho de diálogo com um participante de um
'Satsang Intensivo' em São Paulo - Março / 2006
Veja texto completo em http://www.satyaprem.com/
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quarta-feira, maio 19

PA - alguns poemas

narroway



observar o observador

que observa a fala

a flor

que é observada pelo olho

que é observado pelo

observador


- - - - - - - - - -


pela liberdade

( de ordem )


alguns companheiros

gritam liberdade

aos companheiros presos.

algum dia

gritarei liberdade


aos companheiros

que gritam liberdade

aos companheiros presos.



- - - - - - - - - -



sim coup des dés (ou será dès?) que pelos guardiães da kultura eu nunca darei. sim eu nunca fui mineiro. sim eu fui sozinho. sim kosmuz. sim ririnha rocambole. sim beijo na boca. sim clara crocodilo. sim paz. sim vampirocetim atrás das cortinas doiradas. sim socorro flashgordon. sim balaio de gatos. sim meditacaótica. sim se eu quiser falar com deus. sim sannyas. sim gil nova mente. sim visto vermelho. sim pitoquinho. sim não amei. sim amei. sim não me proponho. sim bebeto alves somos um bando. sim rasguei. sim aos outros todos que não. sim bhagwan. sim pratyeka buddha. sim om mani padme hum. sim luz.




PA,
Editora Shogum (Paulo Coelho)
Rio de Janeiro, fevereiro de 1983

PA - Prefácio

Prefácio,
por Jorge Mautner
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este livro é de uma importância extrema porque traz em sua raiz criativa e original a ambigüidade de ser em primeiro lugar obra de um rajeneeshiano universal e em segundo lugar, ao mesmo tempo (simultaneamente) obra de um ser poético dadaísta antropofágico brasileiro nacionalista futurista. é uma seqüência de idéias e flashes da Nova Filosofia brasileira-universal em direção a nossa libertação pessoal-coletiva e na estrada budista-zen-etc-e-tal da Iluminação do ser. Ele, Satyaprem, lá do Rajeneeshismo nacional-universal entra sorrindo todo vestido da cor vermelha rubra da paixão e da revolução dos socialismos mundiais e nacionais, existenciais e espirituais e sensuais, aqui no meu quarto e com leve humor na voz quase cantando soa-me igual à sonora e ruidosa poética sensação-informação que ecoa em meus ouvidos nascida das pororocas de imagens e semânticas, dicas & truques, mirabolantes paisagens de suas inspirações. é como um grande rio amazonas este livro com seus igarapés e sua bacia de imaginação e dedicação à revolução da humanidade que este rajnneshiano iluminado poeta além zen budista além tropicalista muito democraticamente nos traz.

nota:


a incrível importância dada aos nomes e o respeito profundo que esta sabedoria do mestre Rajneesh nos ensina em relação às emanações fluídicas e quadri-dimensionais do espaço-tempo traduzidas sempre em palavras nos dá a dimensão da relação de autor-ator-escritor-criatura humana deste livro. nomes próprios que são pura poesia viva-ativa a brilhar como uma auréola de luz em cima das pessoas-criaturas-discípulos que assim rebatizados mergulham naquela meta-tema-proposta de Nietzsche e/ou Marx que diz: “nossa meta é fazer com que a própria vida do homem e da mulher se transforme em permanente incessante obra de arte.”



axé!



jorge mautner

Rio, 3 de fevereiro de 83


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terça-feira, maio 18

Stop!

‘Stop!’ significa: não existe nada que você possa fazer para se tornar você,
simplesmente porque você já é.
Perceba que a sua atenção é silenciosa e sem conteúdo.


Não use nada. Deixe-se ser usado. Fique em silêncio. Ou melhor, seja o Silêncio!
E verá que a vida parece fluir em você, assim como um barco dentro de um rio.
Ponha um barco dentro do rio e não faça nada com o barco.
Esse barco vai se mover com o rio, inexoravelmente.
Largue uma folha no rio e a folha segue o fluxo do rio.
A folha chegará ao oceano, eventualmente.

Se você olhar para a vida dessa forma -
sendo você um objeto tal como uma folha -,
você vai entender o que significa estar à deriva. Isso é entrega.

Quando você nota isso, começa a se deleitar na maravilha que a vida é.
E toda a experiência o remete à possibilidade de descobrir a chave que abre esse portal.

O rio vai lhe levar para o oceano, quer você queira, quer não.

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segunda-feira, maio 17

...conversaremos os pés. sobre o nada...


Esquecer-se de si mesmo é lembrar que você não é aquilo que você pensa que é,
que você não é aquilo que as pessoas lhe ensinaram a pensar que é.

Existe, no fato da transmissão, a dissolução do imaginado.
Aquele que você é, revela para si mesmo que aquele que você pensava que era,
não é quem você é, de fato.

Então, quem é você?

Nos encontramos além das palavras.

Há muito tempo, escrevi um poema para o Osho:

"Entrem e sentem.
Conversaremos os pés.
Sobre o nada".

Sobre o que temos que falar, só os seus pés irão entender, a sua cabeça não entenderá.

E quando chegar à cabeça... estará além das palavras.

Quem seria você, senão o "vedor" (the seer) dos eventos?
Quem seria você, senão Aquilo que está além das palavras?

Apenas quando começa a se dar conta do que há além das palavras,
você está seriamente preparado para esquecer-se de si mesmo.

sábado, maio 15

Ahora

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Actualmente, hay una apertura que nos ofrece una nueva modalidad de Conocimiento.
Esa nueva modalidad de Conocimiento reestructura el modo como vivimos nuestras vidas.
De donde nosotros venimos, existe una estructura que nos dice cómo es la vida,
mas la actual apertura subvierte completamente este cómo es la vida.

La forma en que nos comportamos está basada en una relación directa de cómo nos concebimos.
¿Y qué concibes tú como siendo tú?.
Si tú observas que la concepción que tú tienes acreditada está predestinada al fracaso
o que ella es errónea, equivocad, naturalmente hay un desplazamiento,
lo que yo llamé antes la apertura para una nueva modalidad de conocimiento.

Tú te desplazas de lo que fue aprendido, concebido
y comienzas a pulsar en la vida de una forma diferente, independiente de tu querer.

En verdad, esa nueva modalidad de Conocimiento,
remueve tu querer como fundamento de alguna cosa.
Tú no tejes más tus metas en base a lo que tú quieres o dejas de querer.
Tú notas que lo que tú quieres (o dejas de querer) no tiene ningún fundamento
delante de esa nueva plataforma.

Esa es una experiencia directa. Es como quitar los lentes, o un filtro de tus ojos.
Como tú te concibes depende absolutamente de ese filtro.
Y dada la concepción que tú tengas respecto de ti mismo, tú concibes todo aquello que tú ves.

Concebirse como una entidad independiente, aislada, separada del TODO,
se refleja directamente en tu relación con los objetos, con los otros, con la vida.

A partir del momento en que esa concepción (del “yo” separado)
no dice más respecto a cómo tú te percibes, tu relación con los otros,
con los objetos, con la vida, se torna distinta.

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sexta-feira, maio 14

Especial para "O Tempo" Belo Horizonte/MG - Junho/2006

"O real não é o experimentado"


Estou diante de Satyaprem, olhos negros intensos. Como que advinhasse a complexidade do que ali seria dito, peço um café forte. E me coloco aberta para acolher palavras, apenas palavras que provocam, inquietam, estimulam e me remetem a um templo interior pouco explorado.

Naquele momento compreendo que "o real não é o experimentado". Contrariamente ao que eu supunha, eu não sou a observadora do mundo.

"Quem está vendo não é quem está observando. O observador é a consciência que é eterna, universal e una. Todos somos a mesma coisa - não coisa -, a consciência que não pode ser experimentada pelos objetos dos quais somos conscientes. O ser humano não pode experimentar a consciência porque ele é a própria consciência sonhando que é um ser humano", explica Satyaprem.

Leia a entrevista completa no www.satyaprem.com - palavras/textos

quinta-feira, maio 13

sua tristeza é inventada


Você precisa ter muito zelo com as experiências que você tem, com todo esse hábito que você tem as coisas se tornam automáticas, "inconscientes": "Eu faço assim, porque eu já fiz ontem do mesmo jeito". Zelo! Atenção! Eu observo as árvores e elas não choram porque os frutos caem de maduros, choram? Você já viu alguma árvore triste porque caíram todas as folhas no inverno? Não, não é!? Sua tristeza é inventada!

O hábito nos diz que tem de ser feita alguma coisa. A voz do Silêncio diz que nada precisa ser feito, que tudo está bem do jeito que está. Não faça nada! As coisas vão acontecer por si mesmas. Note que todos os seus movimentos na vida têm sido influenciados por algo transcendente, por algo maior que você. Note isso com atenção e veja que nada precisa ser feito. Porque a idéia de que se precisa fazer algo é uma idéia bem egóica: "eu preciso fazer algo, para depois dizer que eu fiz algo". Mas se você não faz nada, você não vai ter como dizer que fez alguma coisa... Isso é desapego - inclusive a idéia de quem faz. Dê-se conta disso e verá! "Sim! Eu não preciso fazer nada. Eu posso permanecer silencioso. E posso, porque essa é a minha natureza. Eu apenas tenho que notar! E isso não impede que eu pense". Os pensamentos irão existir...

quarta-feira, maio 12

O "Ver" se vê


A mentira se apega à descrição dos objetos observados.
A Verdade é a capacidade de "Ver".

Aquele que "Vê" nunca é transformado num objeto:
Ele permanece pura subjetividade e suspende toda sua existência na capacidade de "Ver".

O próprio "Ver" se vê.

Estamos falando de uma experiência mística, que rompe a razão.

Num nível objetivo, aquele que "Vê" não pode ser visto.
No entanto, a experiência mística nos propõe ver aquele que "Vê".

terça-feira, maio 11

A Consciência permanece


Não existe um ponto de onde você venha.
Não há um ponto de foco, de nascimento. Não há um ponto de morte.
O Ser não vem, nem vai – ele é a única coisa que permanece.
O Ser não se move, não faz barulho; é apenas observação vinda de lugar nenhum.

Chamemos de “Consciência”.

Esta Consciência é tudo o que existe, qualquer que seja a forma que Ela tome.

A forma é efêmera, a Consciência permanece.

segunda-feira, maio 10

Usted no es nada de lo que usted piensa que es


Colocaron en su cabeza que usted tenía que buscar la paz y usted creyó.
También, antes de decirle esto, le dijeron que usted no estaba en paz y usted,
de nuevo creyó.
Y usted comenzó a buscar la paz fuera de usted.

¿Hasta cuándo irá a buscar eso de esa forma?
¿Será que no está faltando algo en todo eso?

Vea si lo que está buscando no es una idea preconcebida.
Para eso, se necesita vaciar el vaso.

Sólo le queda un lugar para mirar y él comienza con la pregunta:
"¿Quién es usted?"

Usted no es nada de lo que usted piensa que es.
Cualquier idea que usted reciba, no es lo que usted es.

No importa cuán maravillosa sea la idea que usted tenga de sí mismo,
u horrenda o terrible o mediocre.

No es cuestión del adjetivo, la cuestión es del sustantivo.

Usted es indefinible.
Usted no puede ser una idea porque una idea puede ser repetida,
y usted es irrepetible.

quinta-feira, maio 6

Patricya Travassos entrevista Satyaprem, GNT

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"... é um não-lugar e um não-tempo,
que eu ouso chamar de aqui e agora.
aqui e agora a mente não entra.
a mente precisa de um tempo para existir...."